Reflexão Inicial: A Busca pelo Stricto Senso, O Por Quê?

    Olá, sejam bem vindos ao meu blog de reflexões. Sou Arthur Lívio, atualmente doutorando pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei). Sou Mestre pelo Instituto Gnarus - PS Soluções LTDA. com muito orgulho. Posso dizer que uma das coisas mais magnificas que encontrei até hoje foi a disciplina de Ética e Filosofia no Âmbito Tecnológico. 

    Um dos nossos trabalhos ao longo deste curso é refletir, questionar, filosofar, indagar sobre questões e aspectos profissionais e até mesmo do âmbito acadêmico discente ou docente. 

    A pergunta mais comum para mim é: Por que escolheu a área acadêmica? A resposta parece simples mas não é. Muitos dirão que é por causa do meu pai, que foi professor universitário por mais de 40 anos e atualmente atua como tutor/consultor dos jovens mestrandos e doutorandos. Mas meu pai é Engenheiro Elétrico e eu sou Engenheiro de Software misto com Empreendedor Startup. E aí? Sim, é fato que acompanhei meu pai ao longo de sua carreira, lecionando e atendendo alunos desde os anos 90. Mas contarei alguns fatos que realmente me fizeram escolher seguir este caminho de Docente e Pesquisador.

    Antes de 2012, não tive interesse algum de me tornar professor. Via estes profissionais como seres mecânicos, sem alma, sem sentimentos ou com sentimentos rasos. Servindo uma entidade maior, uma entidade política social, que serve para um mecanismo ainda mais poderoso que eu chamo de Oligarcas da Democracia. Nós conhecemos estes como nossos governantes, mas acredito, há homens bilionários que mandam e desmandam em um país, os tais Oligarcas. 

    Não são Aristocratas, pois se fossem, seriam tecnicamente capazes de gerir o Brasil de maneira comprometida e menos corruptiva.  Enfim... quando cursei os 3 anos e meio de Direito, tudo isso fez sentido. E o ódio só aumentou.

    Porém vi que minha natureza era muito diferente de um Político, Jurista ou qualquer um envolvido com o Poder. Não condizia com minha formação, algo mais moralista e ético. Resolvi abandonar definitivamente os estudos, dando uma pausa no processo. Quando chegou 2013, ingressei em um curso de Tecnólogo em Sistemas para Internet pela Unicesumar. Percebi então que, eles não só me deram as bases que eu havia obtido de maneira efêmera, eles a solidificaram. Conceitos matemático, algébricos, computacionais, aquilo se firmou se maneira impactante e definitiva. Regras que eu outrora achava confusas agora faziam sentido. E isso se deve aos professores dedicados e que pacientemente atendiam aos alunos.

    Alguns anos se passaram, terminei o curso, me graduei no Ensino Superior, e lá fui em buscar mais, buscar um Bacharel para aumentar a carga horária, tornar-me bacharel (no qual são mais valorizados no mercado do que tecnólogos) e adquirir mais conhecimentos. Saibam que ter Conhecimento não significa muita coisa se ele não se solidifica e torna-se Sabedoria. Voltando, neste processo todo tive um estalo: por que não me tornar desenvolvedor de Aplicações e Jogos e também um Professor, honrando aqueles que realmente me ensinaram de verdade? É uma missão, uma missão de vida. 

    Me inspiro nos lendários Jedi, guerreiros místicos que além de muito habilidosos com seus Lightsabers, são grandes professores sábios. É de Mestre Yoda a célebre frase: "Nós somos aquilo que eles (os alunos) se tornarão. Esse é o verdadeiro fardo de todos os mestres". Em outras palavras, o futuro Mentor deve superar os Mestres diante das falhas destes, das omissões. Yoda ainda diz: - O Fracasso é um grande professor. O famoso "É errando que se aprende". 

    Ser professor é continuar aprendendo, e saber que pouco sabe e que precisa se expandir. Eis que a maioria dos professor falham, em acreditar que os alunos são seres robóticos, desprovidos de questionamentos, sentimentos, dúvidas. Se estes as tem, deve-se tratar de desdém e atender de maneira superficial, sem perceber que o ponto de vista do aluno é diferente do seu. Como faze-lo perceber que as informações estão sendo passadas de maneira correta? 

    A falta de empatia, somada a descrença dos humanos mediante as fatalidades mundanas talvez sejam combustíveis o suficiente para desanimar o professor de ensinar não com a mente visando retorno financeiro, mas lecionar com o coração, com gosto e amor pela profissão. 

Comentários

Postagens mais visitadas